sábado, 19 de maio de 2007

Ô mundinho...

Hoje li uma reportagem sobre o consumismo desenfreado que assola o nosso Brasil: cerca de 65% da população está endividada. Nossos meios de comunicação nos bombardeiam o tempo todo com roupas, sapatos, bolsas, eletro-eletrônicos, carros, jóias, relógios, câmeras, celulares, o diabo a quatro! E a Internet? Spams e publicidades por todos os lados, numa onda interminável de anúncios e "ofertas". E, perversamente, faz com que nos sintamos mal se não pudermos ter tudo isso... O mesmo digo sobre a beleza enganadora e plastificada dos corpos magros e perfeitos, fazendo com que nós, pobres mortais, nos sintamos as últimas criaturas do mundo, mas esse é assunto para outra hora.
Mas, quem pode? Uma grande minoria, com certeza. No entanto, a maioria dessa minoria, que pode ter tudo e mais um pouco, não vai ficar satisfeita com esse poder, pois, nesse mundo louco, despersonalizado e banalizado, comprar é uma mera válvula de escape, que não vai conseguir preencher o vazio interior. Sei que isso é um clichê, mas acho que estamos chegando num ponto absurdo, pois as pessoas gastam o que têm e o que não têm em busca de um pouco mais de aprovação, o que é uma grande ilusão!
Essa onda de consumismo atinge as pessoas de todas as classes, "enchendo" seu lado externo e esvaziando, cada vez mais, seu interior. Acho uma pena a degradação pela qual está passando o ser humano, que negligencia uma das coisas mais preciosas que podemos possuir, e que não depende de dinheiro nenhum: a espiritualidade, que traz o amor, a união, a compaixão, compreensão, a paz interior.
Ainda, sinto em ver inúmeras pessoas que já passaram da metade de suas vidas sem ter sequer descoberto o real sentido dela: pessoas vazias, orgulhosas, baixo-astral, com aura negativa, e cheias de mágoas e conflitos... O que me dá mais pena é elas sequer notarem o tamanho de sua infelicidade, e que, por isso, não percebem que repelem as demais pessoas ao seu redor. São pessoas estranhas, indesejadas que, além de não terem alma, ainda "roubam", sugam o que há de bom nas pessoas que a cercam, e isso é muito grave.
Eu gosto de ser quem eu sou e, nos meus trinta e um anos, acho que estou em pleno desenvolvimento nesse sentido, porque busco sempre o que é melhor para mim, e sinto que estou caminhando na direção certa, ao me "desviar" de certa forma das imposições de um mundo quase irreal nos dias de hoje.
Bye!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Atleta espiritual...

Em busca do meu equilíbrio, venho tentando domar certas atitudes impensadas e impusivas que sempre acabo tendo, e que prejudicam unicamente a mim mesma. Para a minha sorte, e para reforçar minha pretensão, ontem à noite precisei exercitar muito isso, e hoje pela manhã, ao abrir minha caixa postal, eis a mensagem do dia:

Mente

A mente é um cavalo selvagem. Você diz salta e o cavalo pára. Você diz pára e o cavalo salta. A chave de tudo é prestar atenção neste cavalo, isto é, nos pensamentos. O atleta espiritual ficará atento na qualidade do pensar e na melhoria da performance. Ele irá à academia espiritual de valores e exercitará sua moral e seus poderes. Esta real consciência de si o tornará uma pessoa completa. Porém, o atleta espiritual só poderá nascer quando perceber o quanto é fraco no controle.
BK David, Wild horse - athlete - gold medalist, The World Renewal, 31(1) , 2000 (texto adaptado)
Tudo de bom isso, não? Perceber que estamos andando na direção certa...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O caos recorrente...

Não sei qual é a profundidade da minha ligação com o caos e a desorganização, mas estou me tornando mestra nisso. Vivo num caos constante, em todos os sentidos, e definitivamente, não consigo me organizar, em nada, e acho que isso deve ser algo cármico, não é possível!
E o mais caótico é que é genérico: com a vida, a casa, minhas coisas, meus estudos, meus pensamentos... na realidade eu tenho dificuldade para admitir que sou totalmente desorganizada!
Tenho profunda admiração por pessoas metódicas e disciplinadas, porque, apesar de parecer chato e tedioso, é estritamente necessário nessa fase da minha vida, onde tenho tantas coisas para cuidar e para fazer, e onde preciso do meu tempo rendendo o máximo possível para poder estudar!
O engraçado é que eu me incomodo com a minha própria desorganização, e até mesmo com a dos outros, não é uma coisa que dê uma boa impressão, mas, mesmo assim, ela insiste em não me abandonar!
Não sei mais o que fazer, porque estou cansada de traçar cronogramas, de reorganizar cronogramas não cumpridos e de marcar coisas na agenda, quando tudo se repete, ou seja, eu deixo tudo passar, sabendo que não vou cumprir tudo o que eu determinei!
A realidade é que isso está me sufocando, estou num ponto em que não estou suportando nem a bagunça básica da minha casa, e talvez isso seja um bom sinal! Peço para que eu consiga resolver isso, pelo menos de um modo razoável, nem que eu tenha que ser "empurrada" para a solução...
Bye!