sábado, 31 de maio de 2014

Não importa tudo o que façamos, nossa caixa postal sempre estará cheia

Boa tarde, sábado friozinho de sol.
Semana em que pensei que deveríamos parar de ser tão apressados e ansiosos com as coisas, pois isso tem me afetado demais da conta.
Uma vez, li essa expressão do título num livro, e nunca mais me esqueci dela, mas me esqueço de aplicar no dia a dia. Preciso parar de me desesperar com a quantidade de coisas que tenho para fazer todos os dias, pois, à medida em que elas vão sendo executadas, outras coisas surgirão em seu lugar, um dos grandes males dos tempos modernos. Ou seja, não ficarei "sem nada para fazer" quando terminar o que tenho para fazer. 
A vida é esse eterno corre corre de coisas e acontecimentos, mas não devemos nos deixar tomar de maneira insana por isso. Mas como fazer? Acho que a chave do sucesso reside mesmo na forma como encaramos isso, é um clichê, mas não deixa de ser verdade.
Acho que fazer uma coisa de casa vez, focado na atividade do momento, ajuda. Ainda, ajuda fazer pequenas pausas para fazer uma pequena coisa que dê prazer, como tomar água, chá, café, ouvir uma música querida, tentar esvaziar a mente por dois minutos.
Peco absurdamente nesse sentido, cobro demais de mim, não faço pausas, penso na coisa imediatamente posterior, mesmo que não tenha terminado ainda a anterior. Mais uma vez, coincidentemente, tem a ver com o respeito a que me referi no post anterior.
Respeite-se, e não enlouqueça.

sábado, 15 de março de 2014

Respeito

Olá!
Sábado de sol e calor em São Paulo.
Eu, como quase sempre, sentada à frente do notebook, ouvindo música e vendo o sol brilhar lá fora. 
Pensei que deveria estar aproveitando esse dia lindo lá fora. No entanto, em seguida pensei outra coisa: e quem disse que não estou aproveitando?
Sim, não tenho obrigação nenhuma de estar lá fora por causa do dia lindo, apesar dele inspirar as pessoas, que sempre acham que devem estar fazendo alguma coisa fora de casa por causa disso.
Simples assim, é uma questão de respeito à sua personalidade, ao seu interior, e , mais ainda, à sua vontade.
Sempre fui um pessoa com perfil mais introspectivo, desde sempre, estando bem ou estando mal. Essa é uma característica minha, da qual não gosto muito, mas hoje, mais madura, tenho aprendido a conviver bem com ela, pois é mais forte que eu, ela vai estar comigo até meus últimos dias.
Estou de fato cansada das convenções, sabe? Você tem que fazer isso, ser assim, pensar assado, isso me faz sentir amarrada! 
Acho muito importante o respeito à nossa personalidade, nossas características, o conjunto que nos torna seres humanos únicos nessa vida. Agora, tão importante quanto é o respeito dos outros, que muitas vezes nos julgam e não compreendem, entrando sempre nessa convenção do ser, ter, fazer. Quem disse, quem ditou as regras?
Gosto dessa coisa de estar aqui, ouvindo música. Se os outros querem estar correndo no parque, caminhando e suando debaixo do sol, saindo com suas crianças, entupindo shoppings, pegando congestionamento para ir até a praia, que seja. Esse exemplo do dia de sol é apenas uma ilustração, pois isso se aplica a tudo.
Então, que assim seja, respeite-se, e fique fazendo o que estiver a fim num dia de folga.
Bom  final de semana.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Aqui estou

Olá! Aqui estou, feliz da vida, depois de uma grande tempestade. 
Momento importante, onde descubro que realmente amo o que faço, e percebo que não é um fato que me tirou dos trilhos que vai me fazer desviar o caminho todo. É um momento de plenitude, onde sinto que estou fazendo a coisa certa, e no lugar certo. Sinto que sou um pedacinho da estrutura à qual pertenço, e que sim, sou importante, e única. 
Estou revitalizada, e me sinto feliz por fazer parte da parcela reduzida de pessoas que realmente amam o que fazem. Isso é uma grande bênção, e com certeza, tem me feito uma pessoa melhor.
A vida é muito curta para nos submetermos a coisas que não nos agradam.
Bye!

sábado, 22 de junho de 2013

Sobre perdas

Há muitos anos planejo voltar a escrever. Não vou nem falar das mil desculpas para a protelação eterna, pois são as mesmas que há anos uso para me manter sedentária, ou seja, de fato indesculpáveis.
Nesse ano peculiar da minha vida, onde me vi obrigada a passar um grande tempo sem fazer nada (teoricamente), ao pensar que o “tempo livre” poderia ter sido melhor aproveitado, penso de forma consciente que é o melhor que eu poderia ter feito nesse momento. Sem cobranças, ao menos nesse período, já que a minha vida sempre foi permeada por elas, nos mais diversos aspectos.
Nesse contexto, tenho aproveitado para analisar as minhas perdas. Sabe aquelas perdas que todos nós temos, sejam as menores e quase imperceptíveis do dia a dia, sejam as maiores e mais doloridas? Perdas no sentido mais abrangente possível. É em todas elas que tenho pensado, em seus mais diversos espectros.
Ouço o álbum “New Adventures in Hi-Fi”, do fabuloso REM. Para mim, uma perda, não apenas porque a banda deixou de existir, mas porque não consegui assisti-los ao vivo.
Desde o final do ano passado, as perdas têm sido o tema central da minha vida, apesar de serem presenças inerentes à vida de todos nós. Assisti quieta e solitária a perda da minha própria vitalidade, esvaindo-se cada dia mais, como água escorrendo pelo ralo – não qualquer ralo, mas um ralo limpo, em perfeito estado, daqueles em que a água é sugada, tamanha a força da gravidade a puxando – e assim, tornando-me cada vez mais uma criatura sem vida, apesar de viva.
Ainda, além de mim mesma, uma das pessoas mais importantes da minha vida também me disse que era hora de ir embora: minha avó materna. A turrona e rígida filha de europeus, ironicamente acusada por sua filha de ser mais gelada que um iceberg, sim, me ensinou o que era o amor. E dessa vez ela precisou partir. Não me esqueço dela um dia sequer, e hoje vejo que talvez seja a pessoa que mais me amou nesse mundo doido. Era um amor devotado, incondicional, talvez o amor que a filha dela disse que não recebeu durante toda uma vida. Foi a maior perda que já sofri na minha vida, e dói todos os dias, pois me sinto muito mais vulnerável sem ela nesse mundo.
Estaria eu pressentindo de alguma forma que isso iria acontecer logo naquele momento? Pergunto porque mergulhei num mundo tão obscuro alguns dias antes dela morrer, inclusive com sonhos vívidos e altamente exagerados por três dias consecutivos, e todos na minha cidade natal, lugar que tanto abomino, e onde ela ainda morava.
Somente tenho certeza de que as perdas são a tônica desse período pelo qual atravesso, não necessariamente e apenas no sentido ruim ou pesado. Talvez seja a velha coisa do ciclo de se desfazer do que não seja mais necessário, mas dessa vez a coisa toda veio de forma bastante devastadora, e isso tem tornado tudo muito difícil e dolorido.
Não vou entrar no mérito e clichê daquela teoria de que recebemos a cruz do tamanho que conseguimos carregar, pois acho isso bastante equivocado e simplista.
O que me interessa no momento é pular para a fase seguinte, mas sei que ainda tenho que caminhar um pouco mais para poder enxergar a luz que tanto tenho buscado. Ando bastante inerte ainda, mas essa fase, em especial, tem mexido com todo o meu ser de forma nunca vista antes: estou me presenteando com um tempo, mas sei que as mudanças e atitudes terão que ser mais pontuais e concretas. Todas devem ser convergentes, no sentido de aprender a lidar melhor com as perdas, e – por que não? – com as crises.
Acredito naquele pensamento oriental de que crise é sinal de oportunidade. Porém, dispenso outro velho clichê no sentido de que as perdas nos tornam sempre mais fortes, pois a minha ruína momentânea com certeza não me mostrou isso. Sim, fiquei e ainda estou fragilizada, e não tenho vergonha nenhuma de assumir isso. Passo por um momento absolutamente ruim da minha vida, que, sem fazer maiores dramas, nunca foi mesmo fácil.
O que busco, vivendo essas perdas de forma bastante entregue dessa vez, é saber um pouco mais de mim, mergulhar nesse mar com mais profundidade e assim, tornar as coisas um pouco mais suaves, buscando pelo caminho as melhores armas para enfrentar toda essa tempestade.
O álbum rolou inteiro, sempre me acalentando, e acabou de acabar.
Vai passar.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Feliz 2013!

Se é fato que o ano somente começa após o carnaval, então desejo um feliz 2013 a todos!
Ainda não me sinto recuperada, e espero que logo tudo volte ao seu lugar, melhor ainda do que antes.
O final do meu ano de 2012 foi simplesmente terrível, e ainda me recupero desse turbilhão de coisas que me abateram de forma impressionante.
Mas, se tem alguma coisa dentro de mim, com certeza é a fé. Fé de que tudo vai passar, tudo vai dar certo, tudo vai se encaixar, cada uma a seu tempo.
Ontem voltei a um velho costume que não exercia há alguns anos: voltei a transcrever os meus sonhos, fazendo uma espécie de caderno de memórias, escrevendo à mão mesmo, prefiro assim para coisas mais íntimas...
Nesse ano, estou imbuída de dois desafios bastante difíceis para mim: emagrecer definitivamente, e deixar de ser tão séria. Ser séria demais tem afetado a minha vida (ironicamente, de forma séria!), e tenho me sentido muito mais velha do que realmente sou. Estou num momento crucial, em que preciso me livrar disso de uma vez por todas, e voltar a ver a leveza da vida.
Continuo prometendo que estarei por aqui mais vezes, promessa que nunca consegui cumprir, mas até mesmo escrever mais aqui faz parte desse plano de ter um pouco mais de lazer e higiene mental na minha vida, tão sobrecarregada pelo excesso de trabalho nos últimos dois anos e meio.
E assim vou tentando...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Busca infinita

Olá!
Lendo os meus dois posts anteriores, cheios de vida e otimismo, neste momento, ouso discordar.
Creio que estar buscando algo nesse mundo e nessa vida é inerente ao ser humano. Minhas buscas andam complicadas ultimamente, estou povoada de questionamentos, dúvidas e incertezas. Estou fugindo, estou exagerando, estou sendo covarde?
Estou focando a origem dos meus problemas no lugar errado?
Definitivamente é difícil, e dói. 
Não consigo somente deixar fluir, está tudo difícil demais do jeito como está.
Estou me sentindo absolutamente sozinha e desamparada, preciso de um colo com a máxima urgência.
Preciso me movimentar, ando sentindo aquela sensação desagradável de estar pisando em areia movediça. Estou pedindo socorro, e ninguém me vê... principalmente eu mesma!

domingo, 1 de julho de 2012

Happy birthday

Amanhã completo idade nova. Com direito a todos aqueles clichês (eles de novo!), de nova fase, de final do inferno astral, de início de ano novo, enfim, tudo aquilo que ouvimos sempre quando fazemos aniversário.
Mas eu gosto, pois sinto de forma muito forte essa coisa de deixar um ciclo para trás, acredito 100% nisso, e mais ainda na renovação que dizem que ocorre nessa época. Dessa vez, para fechar mesmo, um importante passo na carreira e ainda uma crise de bronquite bastante persistente, que me derrubou por mais de uma semana. Agora, é vida que segue!
Gosto dessa sensação de transpor várias coisas e de deixar outras para trás, e vida é isso. Felizmente as mudanças e transformações chegam, e hoje me sinto segura e madura o bastante para seguir no comando da minha vida. Estou da forma como queria, onde queria, e fazendo o que queria!
Ouço "Under my thumb", o dia está lindo, e brindo à vida, porque a vida é agora!

sábado, 16 de junho de 2012

Contaminação

Nessa semana, o fato de se deixar contaminar (ou não) por reclamações e opiniões negativas foi o grande destaque.
É aquele velho clichê sobre reclamar da vida e das coisas que acontecem, focando de maneira absolutamente restrita tão somente o fato que nos aflige naquele momento.
Em dois dias distintos encontrei duas colegas de trabalho, e a reação de ambas foi a mesma: reclamar das nossas condições de trabalho, como se tudo fosse um grande e absoluto fardo. Foi, de fato, pesado, tanto que isso não saiu mais da minha cabeça.
Tenho grande tendência a embarcar nessas coisas, ajudando a alimentar o pensamento negativo e as reclamações, mas, depois desses dois encontros, estou definitvamente decidida a deixar isso de lado. 
Todos nós já sabemos que olhar para o próprio umbigo e reclamar é uma atitude mesquinha, e que em muitas vezes (na esmagadora maioria) nossos problemas são minúsculos, e não raro, sequer são problemas. Todos sabemos que, se olharmos para nossas vidas, e  compararmos com a de milhões que de fato têm problemas, passam fome, não têm um teto para morar, não têm pessoas que as amem, têm doenças que devastaram suas vidas, sentiremos que somos verdadeiros idiotas, reclamando de coisas minúsculas, se não microscópicas, que sequer seriam dignas de nossas aflições.
Por que isso acontece? Quando comecei a ler o livro "O poder do agora", comecei a entender que isso ocorre porque deixamos o ego nos dominar, sendo que nós não somos o nosso ego. A grande tarefa é aprender a impedir o domínio do ego, uma "lição de casa" que quero muito fazer, apesar da minha falta de tempo.
Plantar a semente é importante.
Bom final de semana!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Onde foi parar meu post?

Olá!
Tá certo que meu blog está abandonado, mas jurava que tinha escrito outro post mais recente falando de música, para variar, mas ele não foi publicado... para onde foi?

Estou em férias, mas sem sair da cidade, apenas fazendo coisas como arrumar gavetas, compras, e ficando um pouco de pernas para o ar.

Quando eu voltar, já prometi que não vou mais me matar de trabalhar, como tem sido nesses últimos dois anos. A qualidade da minha vida vai ter que mudar, pois não dava mais do jeito como estava.

Logo venho com mais posts, I promise...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

R.E.M. - Homenagem a uma grande banda

Acabei de ler a notícia de que a grande banda de Athens, Geórgia, decidiu fechar as cortinas.
Só posso lamentar, pois o R.E.M. sempre foi uma das poucas bandas norte-americanas que eu deixei entrar na minha vida. Músicos sensacionais, a sensibilidade e o carisma de Michel Stipe, e a musicalidade inconfundível são marcas que vão permenecer em meu coração.
Nas mais variadas épocas e ocasiões, foi a trilha sonora da minha vida. Adolescente, "Orange Crush" me flechou - uma excelente banda que tocava num bar da minha cidade sempre a tocava, e eu fiquei curiosa para saber quem eram esses caras.
"Stand", leve e divertida, trazia Michael Stipe na MTV com um sorriso maroto. "It's the end of the world as we know it" era um divertido caos, rápido como uma propaganda de televisão.
"Everybody hurts" - sem comentários... quem nunca chorou ouvindo esta música? Uma verdadeira obra-prima! Curti uma grande dor de cotovelo, e chorei várias vezes ao ouvir essa música, consideradas uma das mais tristes de todos os tempos.
Não preciso citar (mas já citando) "Losing my religion", que alcançou quem sequer conhecia a banda - estava na boca de todos quando o clipe foi lançado, e estourou em vários tipos de rádios no Brasil. 
"Cuyahoga" sempre me trouxe uma melancolia estranha, do bem, uma das minhas favoritas até hoje. "Nightswimming" é linda, serena e delicada. Traz paz.
Se eu ficar citando todas, vou passar a noite escrevendo, pois, de fato, é uma banda de magnitude ímpar, e ainda assim não seria uma homenagem à altura. 
Vai deixar marcas eternas em meu coração!