Hoje li uma reportagem sobre o consumismo desenfreado que assola o nosso Brasil: cerca de 65% da população está endividada. Nossos meios de comunicação nos bombardeiam o tempo todo com roupas, sapatos, bolsas, eletro-eletrônicos, carros, jóias, relógios, câmeras, celulares, o diabo a quatro! E a Internet? Spams e publicidades por todos os lados, numa onda interminável de anúncios e "ofertas". E, perversamente, faz com que nos sintamos mal se não pudermos ter tudo isso... O mesmo digo sobre a beleza enganadora e plastificada dos corpos magros e perfeitos, fazendo com que nós, pobres mortais, nos sintamos as últimas criaturas do mundo, mas esse é assunto para outra hora.
Mas, quem pode? Uma grande minoria, com certeza. No entanto, a maioria dessa minoria, que pode ter tudo e mais um pouco, não vai ficar satisfeita com esse poder, pois, nesse mundo louco, despersonalizado e banalizado, comprar é uma mera válvula de escape, que não vai conseguir preencher o vazio interior. Sei que isso é um clichê, mas acho que estamos chegando num ponto absurdo, pois as pessoas gastam o que têm e o que não têm em busca de um pouco mais de aprovação, o que é uma grande ilusão!
Essa onda de consumismo atinge as pessoas de todas as classes, "enchendo" seu lado externo e esvaziando, cada vez mais, seu interior. Acho uma pena a degradação pela qual está passando o ser humano, que negligencia uma das coisas mais preciosas que podemos possuir, e que não depende de dinheiro nenhum: a espiritualidade, que traz o amor, a união, a compaixão, compreensão, a paz interior.
Ainda, sinto em ver inúmeras pessoas que já passaram da metade de suas vidas sem ter sequer descoberto o real sentido dela: pessoas vazias, orgulhosas, baixo-astral, com aura negativa, e cheias de mágoas e conflitos... O que me dá mais pena é elas sequer notarem o tamanho de sua infelicidade, e que, por isso, não percebem que repelem as demais pessoas ao seu redor. São pessoas estranhas, indesejadas que, além de não terem alma, ainda "roubam", sugam o que há de bom nas pessoas que a cercam, e isso é muito grave.
Eu gosto de ser quem eu sou e, nos meus trinta e um anos, acho que estou em pleno desenvolvimento nesse sentido, porque busco sempre o que é melhor para mim, e sinto que estou caminhando na direção certa, ao me "desviar" de certa forma das imposições de um mundo quase irreal nos dias de hoje.
Bye!
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