Acabei de ler a notícia de que a grande banda de Athens, Geórgia, decidiu fechar as cortinas.
Só posso lamentar, pois o R.E.M. sempre foi uma das poucas bandas norte-americanas que eu deixei entrar na minha vida. Músicos sensacionais, a sensibilidade e o carisma de Michel Stipe, e a musicalidade inconfundível são marcas que vão permenecer em meu coração.
Nas mais variadas épocas e ocasiões, foi a trilha sonora da minha vida. Adolescente, "Orange Crush" me flechou - uma excelente banda que tocava num bar da minha cidade sempre a tocava, e eu fiquei curiosa para saber quem eram esses caras.
"Stand", leve e divertida, trazia Michael Stipe na MTV com um sorriso maroto. "It's the end of the world as we know it" era um divertido caos, rápido como uma propaganda de televisão.
"Everybody hurts" - sem comentários... quem nunca chorou ouvindo esta música? Uma verdadeira obra-prima! Curti uma grande dor de cotovelo, e chorei várias vezes ao ouvir essa música, consideradas uma das mais tristes de todos os tempos.
Não preciso citar (mas já citando) "Losing my religion", que alcançou quem sequer conhecia a banda - estava na boca de todos quando o clipe foi lançado, e estourou em vários tipos de rádios no Brasil.
"Cuyahoga" sempre me trouxe uma melancolia estranha, do bem, uma das minhas favoritas até hoje. "Nightswimming" é linda, serena e delicada. Traz paz.
Se eu ficar citando todas, vou passar a noite escrevendo, pois, de fato, é uma banda de magnitude ímpar, e ainda assim não seria uma homenagem à altura.
Vai deixar marcas eternas em meu coração!