
Sumiço. Como sempre.
Andei pensativa, reflexiva, saudosista, nostálgica, e sempre questionando sobre o meu lugar e o meu papel nesse mundo.
Dentro dessa onda nostálgica, acabei me lembrando de uma pessoa muito querida e muito importante na minha vida, que me admirava muito, me dava muita força, e vivia me dizendo que eu era um diamante bruto.
Pois bem.
Antes do meu aniversário nesse ano, lembrei disso, pensando que naquela época eu era uma adolescente, no frescor das descobertas, das novas experiências, da formação da personalidade.
E acabei tendo a sensação negativa de que hoje, com o dobro da minha idade, me esqueci de lapidar esse diamante. Tive uma sensação de eterna perda de tempo, pois a vida me levou para um caminho que está sendo muito árduo de percorrer.
Mas, no fundo, no fundo, isso tem a ver com as mudanças que o destino me impôs. Duras, são elas que no lapidam. Eu apenas me equivoquei com a forma pela qual achei que fosse ocorrer essa lapidação. No processo da vida, não podemos adivinhar ou prever quase nada. Eu, definitivamente, nunca imaginaria que, aos 34 anos de idade estivesse como estou, pois eu imaginava para mim uma vida totalmente diferente, bem mais leve, e com muito mais realizações.
É triste, mas nossa própria imaginação é a única causadora desse "choque" idealização x realidade nua e crua. É essa idealização que nos bloqueia para a real percepção de que, se é certo que podemos mudar nosso destino, através da escolha e do livre arbítrio, também é certo que, se estamos exercendo determinado papel não esperado ou até mesmo pesado e desagradável, com certeza faz parte de umas das funções que nos foram atribuídas nessa vida, pois não podemos culpar os outros, no sentido de que eles não nos deixam evoluir.
E foi sobre tudo isso que andei refletindo ultimamente.
O diamante está sendo lapidado sim, sempre!
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