quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Os animais de minha vida...

Chega o mês da primavera, mas o calor que faz aqui hoje é sufocante!
Estou contente desde ontem, com a ligação do meu querido. Hoje de manhã novamente, que grata surpresa! A saudade é uma palavra que não existe em outra línguas, e ao mesmo tempo uma palavra cuja intensidade não se pode expressar.
Também desde ontem, estou presa e fascinada pela minha mais recente leitura: "Marley e eu - a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo". Como exímia devoradora de livros, acabei de terminá-lo. Tudo o que eu posso dizer é: MA-RA-VI-LHO-SO! Não é à toa que está essa semana como o nº 2 na lista dos mais vendidos na categoria de não-ficção na Veja, e há cinqüenta semanas figurando na lista como o primeiro.
Sempre amei os animais, pois sempre os tivemos aos montes desde a minha mais tenra infância: Pink, um lingüiça preto que não sobreviveu muito tempo em nossa casa; como comia tudo o que via, logo logo foi abandonado; Black, um vira-lata preto muito engraçado, grande e com pêlos encaracolados, uma presença durante quase toda a minha infância; canários, um cágado para o qual eu dava banana, galinhas, codornas, periquitos, peixinhos, sem deixar de fora da lista os nossos amados e inesquecíveis filas brasileiros, que foram cinco no total.
No entanto, os últimos anos da minha vida foram um pouco obscuros, e até mesmo a minha paixão pelos bichinhos ficou incubada dentro de mim.
Eis que, no início desse ano, meu instinto veio sendo lentamente despertado, pois a Preta, uma gata dos arredores, deu cria no quintal da minha casa. Comecei a alimentar todos depois que desmamaram: dois cinzas e um preto feinho e fraquinho. O pretinho logo desapareceu, mas os cinzas ficaram aqui, e estão até hoje. A mãe deles também, e estava prenha de novo até o mês passado.
Já estava me antecipando e pensando que meu quintal e meu forro virariam uma espécie de albergue para gatos, quando um fato inesperado acabou, pelo menos temporariamente, com a festa dos bichanos no meu convidativo quintal: a Laila chegou.
Laila é uma labrador preta, linda, não porque é minha, mas linda! Chegada no dia 10/08, em pleno frescor dos seus três meses, saiu desvairada de sua gaiolinha de viagem, cheirando tudo e percorrendo todo o quintal.
Os gatos? Arregalaram seus pobres e lindos olhos e literalmente deram no pé, inclusive a Preta, tão barriguda, e correndo mesmo assim! Foi o último dia em que a vi no estado gravídico. Os filhotes correram para o forro, e levaram muitos dias para aparecer, achei até mesmo que tinham ido embora, ante uma ameaça tão grande, louca e preta como aquela.
Já estava começando a sentir saudades do Billy, um dos dois filhotes, que é lindo, meu xodó. Mas aos poucos, os laços estão se estreitando (risos), e eles estão voltando a freqüentar o território que era exclusivamente deles antes da Laila. A Preta apareceu num telhado do vizinho, jé esbelta e com as tetas cheias de leite, mas não se atreve mais a pisar aqui.
A Laila é linda, agitada e travessa, como todos os filhotes de labrador. E, agora, há mais de uma semana tão somente na companhia dela, já posso dizer que meu amor por ela é pleno, e que meu amor pelos bichos foi integralmente resgatado.
Agora então, com história do Marley, entendi que a companhia dela é o que de melhor poderia ter me acontecido. O livro é lindo, tocante, faz rir e chorar. Não me lembro de ter chorado lendo um livro, e, dessa vez, foi inevitável. A história de amor entre os humanos e os cães é fascinante!
Leitura altamente recomendada para os amantes dos cães!

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